terça-feira, 29 de novembro de 2011

A virtude e a Politica

Afirmar a política maquiavélica como algo que exclui a moral seria válido apenas a partir de um olhar cristão e, efetivamente, tudo gira em torno disso é eu posso chamar de: perspectivismo. De fato, se pensarmos sob o ponto de vista das ideologias cristã, seria acerto dizer que o carácter político é destituído de moral. Vale dizer que, contemporaneamente a Maquiavel, vários autores escreveram diversas teoria do estilo “espelho dos príncipes”, que tinha como objetivo era fornecer um norteamento comportamental (ou seja, um espelho) para aquele que governa, e tais teorias
(escrituras) se pautavam necessariamente numa moral de ideologias cristã.
É interessante que um sistema politico é muito mais que um rei, um governante, um exercito, é um conjunto de ideia, de virtudes que servem para legitimar, justificar, serve de base no campo teórico para tal estrutura politica.
Nicolau Maquiavel na sua obra, O Príncipe, a principal e famosa ideia é : o fim justifica os meios, para Maquiavel o Príncipe, o Estado, o governante pode alcançar fins que são importantes, se utilizar de qualquer meios : roubar, matar, mentir, mesmo os imorais tudo isso em nome do poder, Maquiavel chama isso de a Ética de Estado.

sábado, 26 de novembro de 2011

Laranja Mecânica e sua forma me mostrar o mundo.


 
“Não podia deixar de falar do clássico filme censurado nos anos 70, por ser muito forte pra época: Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.
O filme foi lançado em 1971, e é uma adaptação do romance (1962) de Anthony Burgess.
Com uma crítica muito forte a política, ele se tornou conhecido e famoso mundialmente, tendo um orçamento de apenas dois milhões de dólares.

O protagonista do filme é Alex, interpretado por Malcolm MacDowell.
O filme vem carregado de imagens com cores vibrantes, lembrando psicodelia. O tempo da história não se sabe, mas percebe-se que seria como se fosse um futuro próximo.

No futuro, Alex (Malcolm McDowell), líder de uma gangue de delinquentes que matam, roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, ele usado em experimento destinado a refrear os impulsos destrutivos, mas acaba se tornando impotente para lidar com a violência que o cerca.”

A primeira parte deste post foi retirado do blog Cinema Sétima Arte que eu super indico, caso você se interesse saber mais sobre o filme.
Sou um pouco suspeita pra falar sobre o filme, pois, é o meu favorito, mas, é interessante que ele seja apresentado por um outro olhar.
A primeira coisa que se vê no filme é a violência. A banalização da violência e a polícia que dificilmente pega os delinquentes. Mas sobretudo, a política e a crítica a política feita no filme que, é o que se vê muito hoje em dia.
Alex é líder de uma gangue que pratica a sua ultra violência que eram estupros, roubos, violência física, invasões de casas para roubar e etc. Em uma dessas invasões, Alex é preso e depois de passar dois anos na prisão, aceita ser cobaia de um tratamento para a “cura” de delinqüentes. Depois que Alex se submete aos tratamentos para se “curar” – tratamento esse que tem como base a exibição de filmes de violência e remédios que fazem o Alex sentir enjoo enquanto os vê - que são totalmente patrocinados pelo governo que vai se eleger, para que, por meio da cura dos delinquentes, induzisse a população a dar seus votos ao candidato. Com a cura do individuo, este, quando pensasse ou tentasse praticar a sua ultra violência sentiria fortes enjoos, dores fortes de cabeça, como é dito no filme pelo Alex “a tortura do inferno”. A vitima do Método Ludovico – nome método usado para a cura de delinquentes - tenta se suicidar para a dor, após achado por pessoas interessadas a tirar a popularidade do governo patrocinador do método e, o prendem para torturá-lo e culpar o governo de induzir o paciente ao suicídio. O político acaba comprando Alex, prometendo dinheiro, emprego e um bom salário para que ele dissesse aos jornais que estava tudo bem.
Todos sabemos que isso não é só ficção e que ainda ocorre e de formas até piores hoje em dia. Toda essa roubalheira e desmoralidade, compra de pessoas para que essas apoiem tudo o que se passa por trás das cortinas.
 "Stanley Kubrick,  faz diversos questionamentos morais sobre o que seria pior: a violência do individuo contra o seu semelhante ou a violência que o Estado faz contra o individuo que ele deveria proteger. O individuo ao torturar seu semelhante é condenado e criticado por todos, entretanto ao fazer uma tortura “legal” o governo não está utilizando formas imorais para corrigir ao invés de educar o cidadão que jurou agasalhar? Ou seja, a falta de respeito entre o individuo com seu semelhante e a do governo para com seu cidadão são completamente condenáveis. Apesar de ser realizado na década de 70 temos o problema presente nos dias atuais."
Esse trecho encontrado no Blog  Renato Cinema - também indico que leia a resenha deste blog -  deduz tudo o que pode ser encontrado no filme com poucas palavras.
Outro ponto importante é quanto aos pais que deixam os filhos fazerem o que quiseram sem prudência alguma. Pais que pensam que seus filhos estão trabalhando, estudando ou fazendo algo certo enquanto eles estão soltos por ai, fazendo coisas erradas, enfim...
O filme pode ser forte, pra quem não tem costume, mas, é muito interessante. Ele adentra em uma atmosfera com varias formas de ser estudada. Esses só são pontos relevantes para o assunto do blog, mas, pra quem gosta dessas coisas, de filmes antigos ou clássicos do cinema, não pode deixar de assistir! É uma ótima dica pra um dia de folga e cinema em casa (:


Referências bibliográficas:
Adoro Cinema

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Vergonha - Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.. Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

"A Vergonha" crônica de Luis Fernando Veríssimo, escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo. É o escritor que mais vende livros no Brasil.


Veríssimo critica muito bem a falta de moral no programa de televisão Big Brother Brasil, mas isso inicialmente, porque a discussão se volta para todo um sistema individualista-hedonista onde o telespectador do BBB se integra. Há também um questionamento educacional e cultural a respeito do que a televisão pode nos acrescentar, onde se hipervaloriza pessoas que em determinado momento tomam um caráter intelectual e em outro se rebaixam para agradar as massas, que não percebem ou pouco se interessam a respeito da existência da hipocrisia na mídia. Todo esse discurso hedonista que se faz arrecada milhões e milhões do público, o povo brasileiro, e todo esse dinheiro é muito mal utilizado.

Mas todo esse discurso já foi muito bem feito pelo cronista. O que eu quero trazer é a explicação a respeito do homem individualista-hedonista atual. Primeiramente, esclarecendo o hedonismo, é a doutrina que trouxe o conceito de prazer como bem supremo para o homem renascentista. Sendo na idade média o corpo banalizado e tido como fonte de pecado, o renascimento trouxe uma nova visão de prazer como uma dádiva. A questão é que de fato, o prazer é um bem, logo o hedonismo é bom, mas a maneira como ele é aplicado é perigosa para o próprio indivíduo.

O hedonismo, capitalista, trabalha o conceito de prazer como a própria felicidade, e traz uma busca intensa pela mesma, mas os meios de atingi-la que a mídia impõe são falhos, porque o prazer é momentâneo, e o indivíduo busca a felicidade eterna, assim ele se torna temeroso em excesso e vulnerável a dor.

Quando o cronista fala a respeito da queda de Roma correlacionada ao sexo, o que ele quis dizer é como o sexo termina tornando irracional o homem. Existe todo um discurso sexocêntrico desde Freud que faz as pessoas pensarem que o equilíbrio emocional, intelectual e psíquico passa também pelo sexo. O que de fato acontece, porque quase todos os problemas psicológicos passam por um processo de não aceitação sexual. O ser humano procede racionalmente durante todo o dia, mas seus instintos não são inexistentes, como por exemplo a alimentação, as necessidades fisiológicas, o ato sexual. No entanto a socialização traz um estranhamento a respeito de certos instintos, não se discute digestão como se discute alimentação, e se as pessoas jantam em público, nos restaurantes, elas não fazem sexo em público. Assim, o controle que toda uma sociedade faz pelo seu instinto sexual de um só indivíduo torna esse vulnerável a problemas psíquicos.

Sendo assim, o BBB e outros programas contribui para a saúde mental dos telespectadores quando normaliza o sexo? Não. Sendo o sexo parte instintiva do homem, ele de maneira alguma pode ser prioridade para as pessoas, porque ele não ajuda no crescimento intelectual do indivíduo. O verdadeiro discurso psicanalista diz que o ser humano só pôde construir uma sociedade porque sabe controlar seus instintos sexuais. Uma pessoa que volta todo seu interesse ao sexo acaba perdendo seu engrandecimento cultural e rompe com uma obrigação humana que é a busca pelo conhecimento. Daí o sexo-centrismo caminha para uma irracionalidade do ser humano.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Virtude e Moral, segundo as concepções de Maquiavel.

A virtude designa igualmente e por extensão, a eficácia ou aptidão real para agir que pertence propriamente ao sujeito:a virtude de um remédio,e entre outros.Para Platão e Aristóteles, existe, aliás, uma virtude de cada coisa quando esta realiza sua natureza de maneira excelente: virtude do cavalo, que é de correr bem, virtude do homem, sobretudo, que é de desabrochar suas faculdades sob o uso da razão.
Já a Moral é um conjunto de normas, prescrições e valores que regulamentam o comportamento dos indivíduos em sociedade. Ou seja, são os limites que o homem estabelece para si nas suas ações e intervenções na realidade e na convivência na sociedade. O senso moral, a consciência moral, é aquilo que faz com que a minha ação tenha por parâmetro a referência o respeito a liberdade do outro e a responsabilidade e consciência de que isso significa também não fazer ao outro o que não gostaria que fizesse a mim.
Segundo Maquiavel, o homem deverá ter além da fortuna, a virtude para que possa conquistar o poder e saber conduzir-se nele. A virtude deve ser a qualidade inata de seu ser. Sem essa qualidade não poderá, o príncipe, resistir no poder. Por isso é que a idéia de virtude domina a sua obra. (O Príncipe). Visto isso, podemos nos questionar qual a melhor maneira, isto é, como o Príncipe deve governar? Qual a concepção adequada para isso?
Diante desse questionamento, objetivaremos, em vista da relevância do tema abordado, a sua atualidade, como também sua abrangência no cenário político administrativo nos diversos setores da sociedade, associar a concepção de política apresentado por Maquiavel em sua obra O príncipe com a ação política atual.


Para melhor entendimento:

http://www.consciencia.org/a-etica-de-aristoteles-virtude-felicidade-moral

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Como ter moral se o que é certo e errado muda com o tempo?

Ao contrario do que a maioria das pessoas pensa, moral e virtude são conceitos relativos, e não concretos ou absolutos. Podemos perceber esse fato observando tanto os diferentes tipos de povos, costumes e culturas, quanto as constantes mudanças que ocorrem numa sociedade ao longo da sua história.

O ser humano é, em sua essência, uma espécie mutável e que constantemente busca mudanças e evoluções. Com isso, suas ideias relacionadas ao que é moral ou virtuoso mudam. Como exemplo disso temos que, quando os portugueses chegaram ao Brasil, trouxeram idéias para justificar a exploração dos índios e da terra: iriam catequizar e civilizar esses novos povos. Os portugueses concluíam assim, que explorar a nova terra seria uma atitude moral. Dessa forma eram vistos como homens virtuosos. Hoje sabemos que o passado de exploração, ao contrário, trouxe malefícios sentidos até os dias atuais. Assim, a exploração, que antes era bem vista pela sociedade, passou a ser recriminada pela mesma.

Saber o que é moral ou justo, assim como agir coerentemente em um contexto onde as mudanças acontecem rapidamente sempre foi desafiante para os homens. Para solucionar esse conflito é preciso analisar quais serão as futuram consequências de cada ato. No exemplo dado, a morte de milhões de índios foi uma dessas conseqüências. Também nas pequenas atitudes as pessoas demonstram se possuem ou não virtude. Para saber se estão agindo de forma moralmente correta, é preciso ter uma contínua auto crítica sobre os próprios atos.

Como podemos ver, a moral e a virtude sempre estiveram presentes nas sociedades. O conceito do que é certo ou errado é relativo. Entretanto, como podemos concluir, o homem ultrapassa essa dificuldade de saber o que deve fazer nas situações em que sua virtude é testada a partir do momento que ele é capaz de analisar seus próprios atos.

domingo, 20 de novembro de 2011

A solidão como virtude moral em Nietzsche- Livro

" Poucos filósofos cultivaram tanto a solidão e dela retiraram tão fecundas implicações biográficas e teóricas como o alemão Friedrich Nietzsche. Crítico da cultura moderna e arauto dos “espíritos livres”, Nietzsche foi sobretudo um andarilho, um filósofo da suspeita, um decifrador e, ao mesmo tempo, um anunciador de enigmas. Talvez por isso, sua filosofia ainda soe oracular e desperte muitas suspeitas. O filósofo do martelo, entretanto, exige uma leitura atenta, próxima de uma arte da ourivesaria. Sua leitura apressada – ele mesmo havia advertido – pode dar margem a muitos mal-entendidos. Pelos próprios títulos, suas obras aparecem como provocativas e evocam essa exigência de um “bom leitor” (que é, antes de tudo, um leitor lento, cuidadoso, solitário): O nascimento da tragédia, Humano demasiado humano, Aurora, A Gaia Ciência, Assim falou Zaratustra, Além de bem e mal, Para a genealogia da moral, Crepúsculo dos Ídolos, entre outras. A leitura atenta dessas obras certamente possibilitará ver, por trás da imagem do filósofo destruidor, também o criador e o artista, aquele que remove escombros para elevar novas edificações. Em seu texto, ao mesmo tempo orgulhoso e feliz, Nietzsche revela um diagnóstico contundente da crise de fundamentos vivida pela sociedade moderna, cuja repercussão será decisiva sobre boa parte da filosofia contemporânea. Mas é também nele que podemos encontrar pistas para o enfrentamento dessa crise. Ao pensar a solidão como virtude moral, o presente texto se põe no encalço desses vestígios."
O professor de filosofia da PUCPR, Jelson Oliveira, recentemente lançou o seu novo livro "A solidão como virtude moral em Nietzsche ". Segundo a tese do autor, a solidão tem um papel fundamental na vida cotidiana das pessoas e, em termos morais, pode representar a possibilidade de construção de relações humanas mais saudáveis, porque ela posibilita o encontro do indivíduo consigo mesmo. Muitas vezes preterida e descartada pela sociedade atual, que vive o fenômeno da massa e da multidão, a solidão é uma virtude moral que conduz à afirmação de si e esse, segundo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, é o melhor presente que alguém poderia dar para o outro: transformar-se, pela solidão, numa verdadeira obra de arte.

Mais informações: http://www.editorachampagnat.pucpr.br/produto.php?dd0=144
Referências: http://cafesfilosoficos.wordpress.com/2011/01/26/livro-apresenta-a-solidao-como-virtude-moral/

A autonomia delirante: O absurdo conflito entre os estudantes e a PM revela como a maior universidade do país perdeu a conexão com a realidade

Atualmente, estamos vivendo num mundo repleto de conflitos de diversos tipos. Chile e Brasil vêem presenciando oposições de interesses, sentimentos, idéias; lutas, disputas, desentendimentos, brigas, confusão, tumulto, desordem ¹ . Recentemente temos ouvido falar sobre conflitos relacionados à educação, porém os dois países se diferenciam no objetivo de tanta luta. No primeiro país, alunos e professores se reuniram numa nova rodada de protestos de 48 horas, mais de seis meses depois do início das manifestações por uma educação pública gratuita e de qualidade. No Brasil, alunos da USP, a mais renomada universidade da América Latina – diga-se de passagem – protestaram depois que três estudantes que enrolavam um cigarro de maconha no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, foram detidos pela polícia militar.

Estudantes usam cartaz para de proteger de jato d'água disparado para reprimir o protesto em Valparaíso
Alguém aí notou alguma diferença? Por mais árduo que seja, eu notei. Percebi que está havendo uma degradação de valores no nosso país. Como e para quê um pequeno grupo de estudantes consegue manipular reitores e diretores de sua universidade? Um bom baiano diria que eles têm muita moral! O mais impressionante é a indignação por parte dos burladores da lei que se revoltam com a presença da PM, que por mais bruta que seja, tem diminuído a criminalidade nos campi da USP. Para mim, essa afronta soou como: “Esqueçam a qualidade da educação! O que importa é fumar maconha na faculdade! Viva a liberdade!”
CONFRONTO
Parece estranho, mas até hoje a PM e os estudantes cultivam uma hostilidade dos tempos da ditadura
(Foto: Tiago Queiroz/AE)

Você que está lendo este texto possivelmente está se perguntando o que tudo isso tem a ver com o nosso Mural Virtual, então, para quem ficou na dúvida, aí vai a resposta: Como cita a revista Época, os desentendimentos entre universitários e policiais não é de hoje. Hoje, pode-se dizer que há resquícios da ditadura. “O ambiente de agressividade mútua não foi superado até hoje.” - Revista Época. Sabendo que virtude pode ser o impedimento do mal, tanto os estudantes brasileiros quanto os militares parecem apresentar uma falta de virtude. O ódio, como todos sabem, é contrário à castidade, logo, quem odeia a ponto de prolongar manifestos repugnantes e destruir seu próprio patrimônio ou espanca sem saber quem está apanhando, não está no patamar da virtude. E onde fica a moral? Talvez a pergunta deva ser: onde fica a falta de moral? Bem, como você (que já deve ter passeado por nosso blog) já sabe o que é moral, vai ser fácil entender que vivemos numa sociedade recheada de regras que em teoria buscam estabelecer a ordem e a boa convivência dos indivíduos nela presentes. Partindo daí, quando uma situação se distancia do bom senso, ou seja, de um raciocínio para a permanência dos bons costumes e vai contra às regras, ela também está se distanciando da moral. Desconheço tal conceito de moral que abarque jovens estudantes que se mobilizam para defender uma liberdade inventada pelos mesmos que é sinônimo de poder usar drogas num ambiente de aprendizagem. O professor de História da USP, Henrique S. Carneiro, que me perdoe, mas meu pequeno cérebro de adolescente inexperiente não compreende como que usar drogas é uma “elogiável característica da juventude” ² .
Enfim, quero deixar claro que não estou aqui sendo a favor da repressão, até porque, faço parte desta geração jovem. Mas, o que me instiga é: até onde vai a liberdade? Será que ela ultrapassa a virtude e a moral da sociedade em que vivemos? Se você sabe a resposta, comente no nosso blog e se você não sabe, contribua também!

¹ : Dicionário Aurélio http://www.dicionariodoaurelio.com/Conflito
² : http://www.cartapotiguar.com.br/?p=14722
http://revistaepoca.globo.com/opiniao/noticia/2011/11/autonomia-delirante.html

Moral e ética - Dimensões intelectuais e afetivas


Moral e ética  - Dimensões intelectuais e afetivas



O livro “Moral e ética – Dimensões intelectuais e afetivas ” de La Taille aborda profundamente os conceitos de moral e ética, enfatizando o que eles representam na Filosofia, buscando autores do passado como René Descartes, Immanuel Kant, Émile Durkheim e Aristóteles. O livro reúne alguns fatores relevantes sobre o quê nos faz agir com base em valores.
O autor considera que a moral é a ideia de uma obrigação para que haja a regulação da convivência humana. Também afirma que pensar nos seus atos levando em conta a necessidade dos outros é uma ação do indivíduo que faz parte do campo intelectual envolvido no ato de agir de acordo com o que é certo.
Ao traçar uma linha do desenvolvimento afetivo distingue a presença de sentimentos como culpa e indignação. O escritor apresenta uma conclusão de como educar ainda que não se refira diretamente com a Educação, considerando que somente tendo por si autorrespeito é possível respeitar os outros.



Trecho do livro
"A autoestima corresponde a todo e qualquer estado subjetivo de valorização de si próprio. O autorrespeito corresponde apenas à autoestima experimentada quando a valorização de si próprio incide sobre valores morais. Logo, o autorrespeito é um caso particular de autoestima, pois, como o diz Ricoeur (1990), o autorrespeito é a autoestima quando regida pela moral. É claro que a fronteira a partir da qual a autoestima vai tornar-se autorrespeito depende dos conteúdos associados ao plano moral. Na moral kantiana, por exemplo, a qual reza que sempre devemos tratar a outrem e a nós mesmos como fins, e não como meios, de alguém que realize a expansão de si próprio por conceber-se como profissional competente, como atleta de alto nível, como pessoa bela fisicamente, dir-se-á que tem autoestima, e não autorrespeito - pelo fato de os conteúdos arrolados não terem relação com a moral. Em compensação, se o indivíduo associa às representações de si com valor positivo o "ser justo", deve-se falar em autorrespeito, pois a justiça é uma virtude central na moral, segundo Kant."


Fonte de letra modificada para GFS Neohellenic.

Pra quem está interessado em comprar:

Ofendendo e entretendo

Ofendendo e entretendo.
"Em terra de cego, quem tem olho é rei". Deve ser mais ou menos assim a imagem dos baianos para o resto do país. Quem conhece pessoas de outros estados sabe como falam do nosso território, nordestino é preguiçoso, nordestino é burro, nordestino é ignorante, nordestino vive na miséria. Em tempos de caos, comprovar um pensamento é perda de tempo, porque se a ignorância não predominasse nas reflexões dessas pessoas, poucas não dariam o braço a torcer. Ano passado, houve um caso que retrata mais ou menos esse preconceito. A estudante Mayara Petruso, publicou em redes sociais como twitter e facebook, frases como "Nordestino não é gente, faça um favor a Sp e mate um nordestino afogado !". Logo após as declarações, a Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco entrou com uma ação contra a paulista. Segundo a OAB-PE, a estudante de direito teria iniciado uma série de insultos contra os nordestinos. O incidente ocorreu logo após a eleição da atual presidente Dilma Rousseff, devido ao fato de que os maiores índices de votos a favor de Dilma, vieram do nordeste. A jovem respondeu por crime de racismo e incitação pública de prática de crime, com penas previstas de dois a cinco anos e de três a seis meses ou multa, e excluiu suas contas das redes sociais. Agora, pensemos o seguinte, como estudante, Mayara não devia saber que, ícones como Jorge Amado, Ruy Barbosa, Castro Alves, Dorival Caymmi, nasceram nessa terra de "ignorantes" ? Tentando ser o mais neutra que uma solteropolitana pode ser, fica para cada um pensar acerca dessa nossa boa fama.

Reflexão: virtude e moral

Virtude é uma maneira da pessoa facilitar seu agir moral em relação ao bem. São as qualidades positivas que uma pessoa traz consigo e que determinarão suas atitudes por toda a vida.
A solidariedade, a gentileza, a bondade, a tolerância, a compreensão, a abnegação e a generosidade são exemplos de virtudes.
Moral tem como idéia e valor central o conceito de bem, que pode ser entendido como tudo aquilo que ajuda no desenvolvimento do ser humano. Moral esta relacionada com aquilo que se julga se é certo ou não através dos princípios,religiosos,culturais,ou seja são valores relativos que torna-se dependente para cada sociedade e caráter pessoal.

O Retrato de Dorian Gray

                                                         
             SINOPSE DO LIVRO: 
"Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais e sua pintura envelhecem e sofrem com as marcas da idade."


Partindo da premissa do sociólogo Conte, de que “todo homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe”, temos em Dorian Gray um exemplo perfeito para justificar essa teoria sociológica, e de como formação da moral e virtude de um jovem depende do meio.


Dorian ainda ingênuo, e com um único objetivo na vida que é a ascensão na sociedade se depara com a sujeira do mundo, e a sociedade imunda que vive nele. Um garoto que até então não conhecia nada do mundo, e apresentado ao submundo onde matar, e se corromper é aceito desde que o prazer próprio seja mantido. O autor utiliza figuras de linguagens durante todo o livro, pegarei apenas o exemplo do retrato que dá titulo ao livro.


A pintura de inicio mostra o belo jovem que Dorian é; com virtudes dignas de um jovem da época, e uma moral frágil, ainda em formação, mas a medida que o tempo passa quando Dorian se deixa levar pelo recente amigo Lorde Henry, tudo o que Dorian tinha de bom vai se corrompendo, menos sua aparência, que permanece intacta como quando tinha 17 anos. O retrato mostra todos os crimes de moral que Dorian cometeu assassinato, busca do prazer próprio em detrimento do bem-estar dos outros, entre muitos outros. A pintura passa a ser um motivo de vergonha para Dorian e ele a esconde dos ohos dos outros e do dele próprio, neste ponto o autor se refere a dor na consciência de quando sabemos que fizemos algo que destrói nossos valores morais, e tentamos fingir que não aconteceu.


Irei parar por aqui para cada um se aventurar na bem escrita sina de Dorian Gray.




SINOPSE ADAPTADA DO SITE:  http://www.skoob.com.br/livro/848-o-retrato-de-dorian-gray

Devemos fazer o que é certo


Como devemos agir quando nos mandam fazer algo que consideramos imoral? Cumprir ordens ou fazer o que é certo?
O filme O julgamento em nuremberg trata bem dessa questão. Ele nos mostra o julgamento de quatro juízes nazistas acusados de autorizarem atrocidades durante a segunda guerra mundial no tribunal internacional de Nuremberg.No entanto com a proximidade da guerra fria ninguém mais quer perder o apoio dos alemães condenando seus líderes.É neste contexto que o tribunal e juiz devem decidir se farão o que é certo condenando os acusados ou cumprindo as ordens de seus superiores que não querem ganhar a antipatia do povo alemão.
Essa produção nos faz pensar sobre os valores morais e virtudes que não devem ser esquecidos sob quaisquer circunstancias.

O Clube do Imperador - Filme


Não há entre os autênticos educadores um único que não tenha o interesse de fazer com que sua aula ultrapasse os limites dos conteúdos que estão sendo trabalhados e permita a seus estudantes uma formação integral. Ao falar nesse assunto, destacamos que essa idéia envolve a busca não apenas do conhecimento da matéria, mas também ético e filosófico.
No filme William Hundert (Kevin Kline) é um conceituado professor de história da Antiguidade Clássica apaixonado pelo seu trabalho. Respeitado pelo diretor e pelos alunos, todos os anos esse professor organiza uma competição cultural que se tornou clássica no colégio, o “Clube do Imperador”.
Em sua nova turma de estudantes o professor começa desde o começo a estimular o gosto pelo estudo dos grandes acontecimentos relacionados aos generais e imperadores romanos e aos filósofos e artistas gregos.
Seus novos estudantes são muito promissores o que o anima ainda mais a realizar o trabalho. Entre eles há o filho de um dos vencedores do Clube do Imperador. Depois de alguns dias de aula,ele é interrompido para a chegada de um novo aluno, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), arrogante e mal educado, filho de um senador.
Confrontado pelo menino algumas vezes, o professor resolve contar com o apoio do pai do garoto para conseguir fazer com que ele se aplique mais nos estudos e valorize a educação a que está tendo acesso. De seu empenho surge a primeira grande oportunidade de valorizar Sedgewick e dar-lhe o necessário estímulo para um maior interesse na escola ao ter em suas mãos a chance de classificá-lo para as finais do Clube do Imperador.
Será possível aos professores através de suas atitudes modificar o futuro de seus alunos? Até que ponto o convívio diário com os professores pode influenciar o caráter e as atitudes dos estudantes? Todas essas questões estão, de certa forma, presentes no filme “Clube do Imperador”.


Referências Bibliográficas.

O preço do amanhã - Filme

O post abaixo contém muitos spoilers, então convém você lê-lo após ver o filme.




O filme O Preço Do Amanhã fala sobre um mundo onde o tempo de vida se torna dinheiro. Se você trabalha, você ganha tempo. Se você compra coisas, você perde tempo. E se seu tempo acabar, você morre. A partir dos 25 anos, o relógio começa. Você pode doar seu tempo, roubar o tempo dos outros. Os pobres morrem cedo. Já os ricos são imortais.
O personagem Will é pobre, nunca tem mais que 24 horas no seu relógio e corre para fazer tudo o que quer. Logo antes de perder a mãe por que o relógio dela zerou, Will ganha séculos de anos de um homem muito rico que não queria mais viver. Will então, juntamente com Sylvia, desafiam o sistema.
Algumas frases como "Tem um minuto?", "Não tenho tempo para namorar" ou "Belo relógio" têm significados maiores. Viva pra sempre ou morra tentando faz todo o sentido na trama.
O filme é basicamente isso. No elenco: Justin Timberlake e Amanda Seyfried como os personagens principais.
Dramático demais? Eu não diria assim.
O filme mostra de uma forma mais intensa uma realidade, que é: ricos tem o futuro garantido, pobres vivem dia após dia.
A questão moralística desse filme tem alguns furos, já que os ricos são ricos pela hereditariedade e Will torna-se contra o sistema porque seu pai também foi. Will acaba gastando o que pode assim que fica rico, o que é contrário ao que ele defende o resto do filme. Mesmo assim, ele tem moral o suficiente para fazer o que deve ser feito e dar tempo para os que não tem. Ele não acha correto que ninguém seja imortal se alguém tem que morrer.
De acordo com o conceito trabalhado anteriormente aqui no blog (clique aqui para ver o conceito), Will é virtuoso, pois desde o começo do filme, quando ele ainda era pobre, ele doa alguns minutos de vida para uma garotinha. E quando se torna rico, continua dando esmolas de uma semana para uma garçonete. E ele, apesar de roubar os bancos, não tem mais do que 24 horas no seu relógio, pois pra ele é suficiente. Sylvia também acompanha esse ritmo, largando mão da vida confortável e sem preocupações que tinha para lutar com Will contra o sistema. Ela acaba roubando o pai e distribuindo um milhão de anos para a comunidade onde Will vivia.
Will acaba não respeitando os ricos, o que, do ponto de vista moral, não é bem visto. Apesar disso, ele ajuda aos pobres, o que do ponto de vista moral, é muito bem visto. A questão moralística então está dividida.
Clique aqui pra ver o trailer do filme.

sábado, 19 de novembro de 2011

Virtude X Moralidade, qual ter para ser?

Bem, partindo do conceito de Virtude, tem-se uma palavra de origem grega que significa nada menos que força e poder viril. Poder esse que está filosoficamente ligado a questão de uma pessoa ou objeto possuí-lo para causar um efeito (independente do seu grau). Platão grande filósofo fundador da Academia, apóia a tese que a virtude determina um grupo de características que contribuem para que o ser tenha uma vida dignamente boa, literalmente voltada para as “Virtudes Cardeais” (sabedoria, coragem, temperança e justiça). Saindo um pouco do ponto de vista Platônico, “Virtude não é aquilo que nos torna mais felizes, mas aquilo que nos torna dignos de ser felizes.” – Kant.
Moralidade de onde vem? Assim pessoal, Moralidade vem de Moral, e provavelmente já viram em algum lugar alguém dizer sobre ética e moral, ou que tal atitude feita por alguma pessoa foi algo imoral, pois bem, moral é o grupo de valores e normas que estão destinadas aos indivíduos para que vivam dentro dos padrões da sociedade. Ou seja, são os limites que o indivíduo designa para si nas suas ações e intervenções na realidade e na convivência social. O senso moral, a consciência moral, é aquilo que faz com que a as ações tenham por parâmetros a referência o respeito a liberdade do outro e a responsabilidade e consciência de que isso significa também não fazer ao outro o que não gostaria que fizesse a mim.
Agora você caro (a) leitor (a) sabendo um pouco mais sobre Virtude e Moralidade, pode desenvolver seu ponto de vista e pode inferir o pensamento ao questionamento anteriormente observado e ainda pensar se dá pra se viver bem, virtuosamente sem a moralidade.

Verde e Amarelo


Dentre as notícias vinculadas pelos meios de comunicação o que vem chamando muita atenção é as denuncias de corrupção no meio político.
São muitos os casos que mostram políticos desviando dinheiro público para suas contas no exterior.Esse dinheiro e arrecadado através dos impostos pagos pela população que deveria ser investido em projetos que melhorasse a vida dos cidadoas e principalmente ser utilizado em educação e saúde
   Ao que parece nosso políticos esqueceram ou fingem que não sabem o porquê de estarem lá. Eles tem a obrigação de defender os direitos da população  mas,na realidade o que vem sido feito é aprovação de projetos que atendem aos desejos deles .
  Tendo como virtude a pratica do bem, os políticos vêm fazendo ao contrário. As praticas realizadas por eles é antiética e desonesta. Pois podendo  considerar que o ato é um verdadeiro roubo.Um roubo direto que é o dinheiro e indireto que é o furto da esperança de pessoas que desejam  ter uma vida melhor.
  No filme V de vingança, um anarquista insatisfeito com o governo faz um comunicado, chamando os habitantes de Londres a se  apresentarem em frente ao parlamento para que possam  lutar pela liberdade. Filme trás bem essa temática sobre as praticas realizadas pelo governo e muitas vezes desconhecidas pelos residentes do país.



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A tentativa de estabelecer fronteiras entre "virtude" e "moral"


        A virtude e a moral são valores que constantemente são confundidos, não se pode definir um marco de diferença entre estes temas, geralmente, eles se entrecruzam. Para tornar mais fácil a compreensão é possível explicar que a virtude é a qualidade, o valor daquele que pratica o bem sem pretensões. Enquanto a moral é a prática de condutas aceitáveis e consideradas corretas, são regras e valores predestinados pela sociedade.
Torna-se interessante retratar que a palavra moral deriva do latim mores e originou-se a partir da tentativa dos romanos de traduzir a palavra grega êthica. Deste modo, é evidente o quão difícil é tentar estabelecer fronteiras entre a moral e a virtude, sendo que a virtude muitas vezes é empregada com o sentido de ética.
Ao expor, brevemente, sobre virtude e moral podemos questionar as definições utilizadas para o emprego das palavras. Por exemplo: “Já que a virtude é o valor daquele que pratica o bem, o que seria considerado o bem?”. Os valores daquilo que é bom ou ruim, geralmente, são definidos pelo tempo e sociedade, portanto uma virtude pode ser considerada também uma qualidade moral de cada indivíduo.
Maquiavel e seus valores

Para tornar mais fácil a compreensão de virtude tomamos Maquiavel como exemplo.

 Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) foi um dos grandes teóricos do renascimento, nasceu na cidade italiana de Florença, dedicou-se a estudar a filosofia e história da política. Através de seus estudos Maquiavel definiu uma “nova ética” em seu livro “O Príncipe”.
Na época em que Maquiavel publicou seus estudos a Igreja Católica detinha o controle das mentalidades, a ética vigente era a ética cristã, porém as ideias de Maquiavel definiram uma "nova ética" que se contrapôs à ética cristã, para Maquiavel ,nesta ética política, a virtude passa a ser fundamentada na manutenção do poder , segundo ele , para se manter no poder tudo é válido (seja matar , roubar ,mentir, entre outras ações) ,assim , os fins justificam os meios.
A virtude, então, passa a ter um significado mais amplo neste sentido, ela passa a significar um conjunto de valores ou condutas que serve para a formação de um ideal ou uma crença. Neste sentido, a virtude não passa a ser necessariamente a qualidade de quem pratica “o bem”, pois naquela época o “bem” estava ligado à ética cristã, e sim passa a ser a conduta empregada para atingir certos objetivos. O mesmo se aplica a moral, pode-se dizer, para melhor entendimento, que existe vários tipos de moral como, por exemplo, moral cristã, moral judaica, moral platônica, a palavra moral, deste modo, expressa-se como “pertencente à conduta” . A transposição dos significados das palavras virtude e moral de suas definições originais passam a tornar confuso o entendimento dos mesmos, por isso é sempre necessário analisar o contexto em que estas palavras se encontram para não atribuir erroneamente significados a elas.

- Referências Bibliográficas
2) Ética
3) Moral