domingo, 20 de novembro de 2011

O preço do amanhã - Filme

O post abaixo contém muitos spoilers, então convém você lê-lo após ver o filme.




O filme O Preço Do Amanhã fala sobre um mundo onde o tempo de vida se torna dinheiro. Se você trabalha, você ganha tempo. Se você compra coisas, você perde tempo. E se seu tempo acabar, você morre. A partir dos 25 anos, o relógio começa. Você pode doar seu tempo, roubar o tempo dos outros. Os pobres morrem cedo. Já os ricos são imortais.
O personagem Will é pobre, nunca tem mais que 24 horas no seu relógio e corre para fazer tudo o que quer. Logo antes de perder a mãe por que o relógio dela zerou, Will ganha séculos de anos de um homem muito rico que não queria mais viver. Will então, juntamente com Sylvia, desafiam o sistema.
Algumas frases como "Tem um minuto?", "Não tenho tempo para namorar" ou "Belo relógio" têm significados maiores. Viva pra sempre ou morra tentando faz todo o sentido na trama.
O filme é basicamente isso. No elenco: Justin Timberlake e Amanda Seyfried como os personagens principais.
Dramático demais? Eu não diria assim.
O filme mostra de uma forma mais intensa uma realidade, que é: ricos tem o futuro garantido, pobres vivem dia após dia.
A questão moralística desse filme tem alguns furos, já que os ricos são ricos pela hereditariedade e Will torna-se contra o sistema porque seu pai também foi. Will acaba gastando o que pode assim que fica rico, o que é contrário ao que ele defende o resto do filme. Mesmo assim, ele tem moral o suficiente para fazer o que deve ser feito e dar tempo para os que não tem. Ele não acha correto que ninguém seja imortal se alguém tem que morrer.
De acordo com o conceito trabalhado anteriormente aqui no blog (clique aqui para ver o conceito), Will é virtuoso, pois desde o começo do filme, quando ele ainda era pobre, ele doa alguns minutos de vida para uma garotinha. E quando se torna rico, continua dando esmolas de uma semana para uma garçonete. E ele, apesar de roubar os bancos, não tem mais do que 24 horas no seu relógio, pois pra ele é suficiente. Sylvia também acompanha esse ritmo, largando mão da vida confortável e sem preocupações que tinha para lutar com Will contra o sistema. Ela acaba roubando o pai e distribuindo um milhão de anos para a comunidade onde Will vivia.
Will acaba não respeitando os ricos, o que, do ponto de vista moral, não é bem visto. Apesar disso, ele ajuda aos pobres, o que do ponto de vista moral, é muito bem visto. A questão moralística então está dividida.
Clique aqui pra ver o trailer do filme.

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