Ao contrario do que a maioria das pessoas pensa, moral e virtude são conceitos relativos, e não concretos ou absolutos. Podemos perceber esse fato observando tanto os diferentes tipos de povos, costumes e culturas, quanto as constantes mudanças que ocorrem numa sociedade ao longo da sua história.
O ser humano é, em sua essência, uma espécie mutável e que constantemente busca mudanças e evoluções. Com isso, suas ideias relacionadas ao que é moral ou virtuoso mudam. Como exemplo disso temos que, quando os portugueses chegaram ao Brasil, trouxeram idéias para justificar a exploração dos índios e da terra: iriam catequizar e civilizar esses novos povos. Os portugueses concluíam assim, que explorar a nova terra seria uma atitude moral. Dessa forma eram vistos como homens virtuosos. Hoje sabemos que o passado de exploração, ao contrário, trouxe malefícios sentidos até os dias atuais. Assim, a exploração, que antes era bem vista pela sociedade, passou a ser recriminada pela mesma.
Saber o que é moral ou justo, assim como agir coerentemente em um contexto onde as mudanças acontecem rapidamente sempre foi desafiante para os homens. Para solucionar esse conflito é preciso analisar quais serão as futuram consequências de cada ato. No exemplo dado, a morte de milhões de índios foi uma dessas conseqüências. Também nas pequenas atitudes as pessoas demonstram se possuem ou não virtude. Para saber se estão agindo de forma moralmente correta, é preciso ter uma contínua auto crítica sobre os próprios atos.
Como podemos ver, a moral e a virtude sempre estiveram presentes nas sociedades. O conceito do que é certo ou errado é relativo. Entretanto, como podemos concluir, o homem ultrapassa essa dificuldade de saber o que deve fazer nas situações em que sua virtude é testada a partir do momento que ele é capaz de analisar seus próprios atos.
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