domingo, 20 de novembro de 2011

A autonomia delirante: O absurdo conflito entre os estudantes e a PM revela como a maior universidade do país perdeu a conexão com a realidade

Atualmente, estamos vivendo num mundo repleto de conflitos de diversos tipos. Chile e Brasil vêem presenciando oposições de interesses, sentimentos, idéias; lutas, disputas, desentendimentos, brigas, confusão, tumulto, desordem ¹ . Recentemente temos ouvido falar sobre conflitos relacionados à educação, porém os dois países se diferenciam no objetivo de tanta luta. No primeiro país, alunos e professores se reuniram numa nova rodada de protestos de 48 horas, mais de seis meses depois do início das manifestações por uma educação pública gratuita e de qualidade. No Brasil, alunos da USP, a mais renomada universidade da América Latina – diga-se de passagem – protestaram depois que três estudantes que enrolavam um cigarro de maconha no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, foram detidos pela polícia militar.

Estudantes usam cartaz para de proteger de jato d'água disparado para reprimir o protesto em Valparaíso
Alguém aí notou alguma diferença? Por mais árduo que seja, eu notei. Percebi que está havendo uma degradação de valores no nosso país. Como e para quê um pequeno grupo de estudantes consegue manipular reitores e diretores de sua universidade? Um bom baiano diria que eles têm muita moral! O mais impressionante é a indignação por parte dos burladores da lei que se revoltam com a presença da PM, que por mais bruta que seja, tem diminuído a criminalidade nos campi da USP. Para mim, essa afronta soou como: “Esqueçam a qualidade da educação! O que importa é fumar maconha na faculdade! Viva a liberdade!”
CONFRONTO
Parece estranho, mas até hoje a PM e os estudantes cultivam uma hostilidade dos tempos da ditadura
(Foto: Tiago Queiroz/AE)

Você que está lendo este texto possivelmente está se perguntando o que tudo isso tem a ver com o nosso Mural Virtual, então, para quem ficou na dúvida, aí vai a resposta: Como cita a revista Época, os desentendimentos entre universitários e policiais não é de hoje. Hoje, pode-se dizer que há resquícios da ditadura. “O ambiente de agressividade mútua não foi superado até hoje.” - Revista Época. Sabendo que virtude pode ser o impedimento do mal, tanto os estudantes brasileiros quanto os militares parecem apresentar uma falta de virtude. O ódio, como todos sabem, é contrário à castidade, logo, quem odeia a ponto de prolongar manifestos repugnantes e destruir seu próprio patrimônio ou espanca sem saber quem está apanhando, não está no patamar da virtude. E onde fica a moral? Talvez a pergunta deva ser: onde fica a falta de moral? Bem, como você (que já deve ter passeado por nosso blog) já sabe o que é moral, vai ser fácil entender que vivemos numa sociedade recheada de regras que em teoria buscam estabelecer a ordem e a boa convivência dos indivíduos nela presentes. Partindo daí, quando uma situação se distancia do bom senso, ou seja, de um raciocínio para a permanência dos bons costumes e vai contra às regras, ela também está se distanciando da moral. Desconheço tal conceito de moral que abarque jovens estudantes que se mobilizam para defender uma liberdade inventada pelos mesmos que é sinônimo de poder usar drogas num ambiente de aprendizagem. O professor de História da USP, Henrique S. Carneiro, que me perdoe, mas meu pequeno cérebro de adolescente inexperiente não compreende como que usar drogas é uma “elogiável característica da juventude” ² .
Enfim, quero deixar claro que não estou aqui sendo a favor da repressão, até porque, faço parte desta geração jovem. Mas, o que me instiga é: até onde vai a liberdade? Será que ela ultrapassa a virtude e a moral da sociedade em que vivemos? Se você sabe a resposta, comente no nosso blog e se você não sabe, contribua também!

¹ : Dicionário Aurélio http://www.dicionariodoaurelio.com/Conflito
² : http://www.cartapotiguar.com.br/?p=14722
http://revistaepoca.globo.com/opiniao/noticia/2011/11/autonomia-delirante.html

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