Esta fala, este pequeno cometário feito por Roberto Guerra, crítico do CineClick, descreve, quase que perfeitamente toda a genialidade deste novo filme do sagrado Almodóvar, que, fugindo da sua cinematografia tenta inovar o cinema mundial criando um filme de terror sem filmes, sangues, monstros, maldições ou espíritos, mas apenas mechendo com o imaginário do espectador, levantando sempre a questão: "E se isto acontecesse comigo?" Criando para nós, quase que imediatamente a ilusão de estar no lugar do personagem principal do filme, o que causa muito, mas muito terror mesmo.
O Filme trás o clássico Antonio Banderas como uma espécie nova de Dr. Frankenstein, o Cirurgião plástico Robert Ledgard, um cientista muito bem-sucedido, que ao perder sua esposa em um trágico acidente(Ela morrera completamente carbonizada) começa sua busca pela pele perfeita que a teria salvado de tal destino terrível, usando quaisquer métodos, inclusive a trangênese(Cruzamento Genético) o que é proibido pela comunidade científica, e experiencias em humanos, o que também é proibido.
Talvez seja a primeira, ou a última fala do filme, que concretizam a genialidade monumental do filme, deixando aberto para nós os acontecimentos posteriores àquelas falas, e mostrando-nos que o que quer que imaginemos estava errado, criando não só uma, mas inúmeras reviravoltas durante os acontecimentos, indo e voltando no tempo várias vezes. A história lembra a antiga e esquecida lei do Karma, que refere-se à Roleta Gigante das Ações, onde uma boa ação trás uma boa ação, e uma má, trás ela mesma de volta para o conjurador, mostra também os efeitos psicológicos, e mudanças de comportamento que "certos acontecimentos" fazem aos personagens, levando-os à loucura, furia, e até mesmo criando uma pessoa totalmente nova, em cima de um ser que fora esmagado por sua pele.
Juntamente com o Karma, o filme levanta a questão do "Por que", que está presente no dia-a-dia, ou devo dizer, no segundo-a-segundo de todos nós: "Por que isto está acontecendo comigo?" "Por que isto não aconteceu comigo, se eu queria tanto?" Levantando também a debatendo da tese de que os seres humanos são apenas eles, desde o dia em que nasceram, que sua personalidade, valores e ideais são imutáveis, uma vez que criados por ele mesmos, mas, e se algo muito importante for mudado? Se algo, que seja de extrema importancia for mudada em um ser humano, será que ele muda? Seus ideais, comportamento, valores e instintos mudam, assim como muda o fator ideal do ser, criando um novo humano, um alter ego que toma total controle sobre o cérebro, sangue e corpo de alguém.
"Soy Vicente..." Pode ter sido a fala mais genial de Almodóvar.
Juntamente com o Karma, o filme levanta a questão do "Por que", que está presente no dia-a-dia, ou devo dizer, no segundo-a-segundo de todos nós: "Por que isto está acontecendo comigo?" "Por que isto não aconteceu comigo, se eu queria tanto?" Levantando também a debatendo da tese de que os seres humanos são apenas eles, desde o dia em que nasceram, que sua personalidade, valores e ideais são imutáveis, uma vez que criados por ele mesmos, mas, e se algo muito importante for mudado? Se algo, que seja de extrema importancia for mudada em um ser humano, será que ele muda? Seus ideais, comportamento, valores e instintos mudam, assim como muda o fator ideal do ser, criando um novo humano, um alter ego que toma total controle sobre o cérebro, sangue e corpo de alguém.
"Soy Vicente..." Pode ter sido a fala mais genial de Almodóvar.
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