
Vivendo em uma sociedade com inúmeros casos de corrupção, assaltos e outras infrações, pode ser um tanto dificultoso para algumas pessoas desviar dos maus costumes e ser virtuoso. Mesmo que os valores morais não sejam sempre absolutos, podendo determinados grupos possuir uma moral completamente distinta da maioria.
O curioso é que em meio ao egoísmo e a incessante busca pela riqueza, onde o interesse pessoal fala mais alto, tornam-se surpreendentes alguns casos de honestidade que acabam ganhando um destaque especial. Como exemplo, cito o feito de Francisco Basílio Cavalcante, faxineiro do aeroporto de Brasília, pai de 5 filhos, ganhador de salário mínimo. No dia 10 de março de 2004, encontrou uma bolsa de couro no banheiro do aeroporto. Dentro, US$ 10 mil e um passaporte. Se fosse juntar o salário que ganha, sem gastar um só centavo, levaria 3 anos e 4 meses para obter igual soma.Francisco declarou: “Tem que ser assim. O que não é nosso precisa ser devolvido. Um dinheiro que não é da gente não pode ser do bem. Não pode trazer felicidade”.¹
Mas porque tem que ser assim? Achado não é roubado, não é mesmo? A honestidade é uma obrigação? Por que ser honesto quando muitas vezes a desonestidade não tem punição?
Qual o problema de ficar com a nota de 50 reais que era pisoteada na rua? Ou simplesmente se calar ao perceber que o professor contou errado e aumentou sua média? Aparentemente em alguns casos não é nada de mais ficar na sua e usufruir do que a sorte lhe reservou. Porém isso pode causar um grande tormento, resultando na famosa dor na consciência. Assim, as pessoas acabam sendo virtuosas e praticando o bem apenas por isso as deixarem bem. Simplesmente para evitar a sensação de serem más.
“Para ser mestre de tua palavra, deves ser escravo de tua consciência.”
- Leonid S. Sukhorukore. ²
Portanto, se um indivíduo não possuir consciência, e não classificar certas atitudes como erradas, para ele não será imoral praticá-las. Como se pode por exemplo, cobrar virtuosismo e moralidade de um psicopata?
Por isso a moral e a virtude não são absolutas. Dependem do olhar de quem as estabelecem.
Por isso a moral e a virtude não são absolutas. Dependem do olhar de quem as estabelecem.
“Eu sou desonesto. E pode-se sempre confiar num desonesto porque você sabe que ele sempre será desonesto. Honestamente, são os honestos que devem ser vigiados. Porque nunca se sabe quando eles farão algo incrivelmente... estúpido!”
- Jack Sparrow. ³
- Jack Sparrow. ³
Referências bibliográficas:
¹. http://www.sinpro-ba.org.br/conteudo.php?ID=705
². http://pt.wikiquote.org/wiki/Honestidade
¹. http://www.sinpro-ba.org.br/conteudo.php?ID=705
². http://pt.wikiquote.org/wiki/Honestidade
³. Idem.
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