"O PRÍNCIPE"
Na época, os mais ricos acharam que, esse livro, servisse para ensinar ao Duque como tirar deles todas as riquezas, e os mais pobres julgaram "O Príncipe" como um documento destinado a orientar aos ricos como tirar a liberdade dos pobres. É certo, porém que, até hoje, ele tanto serve de manual de instruções, ou livro de cabeceira, aos governantes de plantão; como também, permite às camadas populares uma melhor percepção do que é capaz de fazer um político ganancioso, ainda no tempo presente, para conquistar ou para se perpetuar no poder. Do início ao fim do livro, Maquiavel, para quem a finalidade da arte política é a manutenção do poder, induz aos governantes às decisões ditadas pela força. Impera a chamada lei do mais forte ou mais esperto. Suas idéias os recomendam a assumirem suas "feras", ou seja, a adotarem praticas animalescas; nas ações agressivas, na demarcação territorial, no ritual e no estabelecimento da hierarquia social - funções do instinto animal geradas no complexo réptico, parte cerebral mais primitiva. O poder maquiavélico consiste num poder sub-reptício, onde suas intenções e finalidades são dissimuladas, utilizando-se de meios secretos e ocultos, imorais, agressivos e perversos para alcançarem seus objetivos. As teorias medievais eram teocráticas e o renascimento procurava evitar a idéia de que o poder seria uma graça ou uma dádiva de Deus, entretanto, embora o autor critique a teocracia, não consegue negar a idéia cristã, de que o poder político só se torna legítimo se for justo, e que só será justo se estiver de acordo com a vontade divina. Maquiavel, no entanto, distinguiu o principado eclesiástico, possivelmente como uma forma de contornar o confronto com a Igreja enquanto instituição. De qualquer sorte, quanto ao pensamento teocrático, a obra de Maquiavel é destruidora e transformadora. 1.– Não admite um fundamento interior à política;
2.– Não aceita a idéia da comunidade constituída para o bem comum e a justiça;
3.– Recusa a figura do bom governo encarnada no dirigente portador de virtudes morais;
4.– Não aceita a divisão clássica da monarquia, aristocracia, democracia e suas formas corruptas. Para Maquiavel, o critério para avaliação de um líder, é a liberdade.
Segundo Maquiavel, o homem deverá ter além da fortuna, a virtude para que possa conquistar o poder e saber conduzir-se nele. A virtude deve ser a qualidade inata de seu ser. Sem essa qualidade não poderá, o príncipe, resistir no poder. Por isso é que a idéia de virtude domina a sua obra. (O Príncipe). Visto isso, podemos nos questionar qual a melhor maneira, isto é, como o Príncipe deve governar? Qual a concepção adequada para isso?
Diante desse questionamento, objetivaremos, em vista da relevância do tema abordado, a sua atualidade, como também sua abrangência no cenário Político-administrativo nos diversos setores da sociedade, associar a concepção de política apresentado por Maquiavel em sua obra O príncipe com a ação política atualidade.
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